Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Os Dez Mandamentos

Os Dez Mandamentos e o Pai-Nosso, explicados por Abdruschin, autor da obra Na Luz da Verdade-Mensagem do Graal

Os Dez Mandamentos

Os Dez Mandamentos e o Pai-Nosso, explicados por Abdruschin, autor da obra Na Luz da Verdade-Mensagem do Graal

8º Mandamento

 

“Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo!”

 

Se agredires a um dos teus semelhantes e lhe bateres de modo a causar-lhe ferimentos, e se quiçá ainda o roubares, sabes então que o prejudicaste e que serás passível de punição terrena.

Nem sequer pensas que com isso concomitantemente também te enredaste nas malhas de um efeito recíproco, isento de qualquer arbitrariedade, mas que se faz sentir com justiça até nas mais ínfimas reações da alma, a qual nem consideras e nem sentes intuitivamente!

E essa reciprocidade não tem nenhuma ligação com a pena terrena, agindo, pelo contrário, de modo sereno e totalmente independente, mas de forma tão inevitável para o espírito humano, que em toda a Criação não poderá encontrar um cantinho sequer capaz de protegê-lo e de escondê-lo.

 

Quando ouvis falar a respeito de tais atos brutais de agressão e de ferimentos causados à força, vos sentis revoltados. Se as vítimas forem pessoas que vos são caras, quedareis até assustados e horrorizados! Não vos incomodais, porém, quando ouvis aqui e acolá uma pessoa ausente ser caluniada por terceiros, mediante o emprego de apalavras malévolas, habilmente escolhidas, ou muitas vezes apenas pelo emprego de gestos expressivos, que deixam entrever mais do que poderia ser dito com palavras.

Atentai, porém, uma agressão física pode muito mais facilmente ser reparada, do que um ataque à alma, a qual sofre com o descrédito.

Evitai, por isso, os perigosos assaltantes da reputação, da mesma maneira que evitais os assassinos terrenos!

 

Pois são exatamente tão culpados, ou piores ainda! Assim como não têm piedade para com as almas que perseguem, também nenhuma mão lhes deverá ser estendida no Além, para auxílio., quando o implorarem! O impulso interior que os leva a difamar outros, aos quais muitas vezes nem sequer conhecem, é frio e impiedoso, e por isso hão-de encontrar frio e inclemência centuplicados no local que os aguarda, assim que tiverem que abandonar o seu corpo terreno!

Continuarão a ser no Além os proscritos e os mais desprezados, mesmo diante dos assaltantes e dos ladrões, pois um traço comum, ignóbil e desprezível, caracteriza toda esta espécie, desde a simples tagarela, aos seres corruptos que não se pejam de levantar falso testemunho, sob juramento voluntariamente prestado, contra seu próximo, ao qual muitas vezes devem gratidão!

Tratai-os como vermes venenosos, pois não merecem outra coisa.

 

Por faltar completamente a toda a humanidade o objetivo elevado e uniforme de alcançar o reino de Deus, carecem os homens de assunto, quando se encontram em grupos de dois ou três, motivo pelo qual criaram o hábito tão de seu agrado de falar sobre os outros, prática esta cuja baixeza não são mais capazes de reconhecer, pois perderam inteiramente a noção disso, como resultado da persistência nesse proceder.

Deverão continuar as suas “rodinhas” no Além, e fruir os seus assuntos prediletos, até que o tempo a eles concedido para a última possibilidade de ascensão, que talvez lhes pudesse trazer salvação, se tenha escoado, arrastando-os então à decomposição eterna, onde chegam à purificação todas as espécies de matéria grosseira e fina, livrando-as de todo o veneno introduzido por espíritos humanos, indignos até de conservarem o nome!

 

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Favoritos

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Mensagens