Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Os Dez Mandamentos

Os Dez Mandamentos e o Pai-Nosso, explicados por Abdruschin, autor da obra Na Luz da Verdade-Mensagem do Graal

Os Dez Mandamentos

Os Dez Mandamentos e o Pai-Nosso, explicados por Abdruschin, autor da obra Na Luz da Verdade-Mensagem do Graal

7º Mandamento

 

“Não roubarás!”

 

O ladrão é considerado uma das criaturas mais desprezíveis. Ladrão é todo aquele que priva a outrem de parte da sua propriedade, sem seu consentimento!

Nisto reside a explicação. A fim de cumprir corretamente o mandamento nada terá que fazer o ser humano, além de distinguir sempre com clareza o que pertence a outrem! Isto não é difícil, dirão todos imediatamente. Com isto já o coloca de lado.

De facto não é difícil, como no fundo nenhum dos dez mandamentos é difícil de ser cumprido, contanto que se queira realmente. Sempre será condição essencial, porém, que os seres humanos os conheçam perfeitamente. E isto é o que falta a muitos.

 

Já refletiste para poder cumprir o mandamento, que constitui propriedade de outrem, da qual nada podes subtrair?

É o seu dinheiro, as suas joias, o vestuário, talvez também casa e propriedade, incluindo o gado e tudo quanto dela faça parte. Não consta, porém, no mandamento, que o mesmo se refira unicamente a propriedades terrenas, de matéria grosseira! Pois há valores ainda infinitamente mais preciosos!

À propriedade de um ser humano pertence também a sua reputação, o conceito de que goza na sociedade, os seus pensamentos, o seu caráter, e ainda a confiança de que goza perante terceiros, se não de todos, ao menos perante este ou aquele!

 

Chagados a este ponto, muito orgulho de alma perante o mandamento já terá diminuído sensivelmente. Pois pergunto-te: jamais tentaste, talvez induzido por motivos bem-intencionados, solapar a confiança que uma pessoa goza perante outra, com advertência de cautela, ou quiçá até soterrá-la? Assim agindo, roubaste no sentido mais amplo da palavra ao depositário dessa confiança! Pois privaste-o dela! Ou fizeste pelo menos a tentativa de privá-lo!

Também terás roubado ao teu próximo se, sabendo algo a respeito de sua situação particular, o tiveres comunicado a terceiros, sem sua prévia anuência, poderás verificar por esse exemplo. Como estão gravemente enredados nas malhas da culpa todos aqueles que procuram transformar estes assuntos em negócio, ou que se dedicam a isso profissionalmente.

 

Esse auto enredar acarreta, como consequência de tais atividades e das transgressões constantes do mandamento Divino, uma rede tão enorme de culpas que tais pessoas jamais poderão libertar-se, pois muitas vezes estão mais sobrecarregadas, do que qualquer ladrão ou assaltante material. São também culpados e equiparados os coniventes que auxiliam e estimulam tais “negociantes” na sua pecaminosa atividade.

Qualquer ser humano probo e honesto, quer particular, quer negociante, possui o direito e o dever de exigir esclarecimentos diretos e, se preciso, documentos que o elucidem, de todos aqueles que lhe submetem qualquer proposta ou solicitação, a fim de que possa decidir até que ponto poderá confiantemente atendê-los. Tudo o mais é deletério e reprovável.

 

O cumprimento deste mandamento tem ainda o efeito de despertar cada vez mais intensamente o sentimento intuitivo, estimulando suas faculdades e libertando-as. O ser humano adquire assim o verdadeiro conhecimento da natureza humana, o qual apenas por comodismo havia perdido. Perde pouco a pouco o caráter mecânico e inanimado, tornando-se novamente um ser humano vivo. Surgem verdadeiras personalidades, enquanto se eliminará o produto em massa que até então se criara. Dai-vos ao trabalho de meditar a respeito, e zelai para que no fim não encontreis muito transgredido, precisamente este mandamento, nas páginas de vosso livro de culpas!

 

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Favoritos

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Mensagens